sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Resumo do Mercado Financeiro Nacional - 2009



Um objetivo bem definido para 2009 era o de recuperar os prejuízos de 2008 e evitar a “marolinha” da crise financeira que se iniciou nos Estados Unidos. Da mesma forma que os outros Bancos Centrais espalhados pelo mundo, o BCB entrou com medidas de estímulo a nossa economia, apesar da “marolinha” vimos uma grande redução do IPI sobre veículos e sobre eletrodomésticos da linha branca.

Da mesma forma, outra medida de aquecimento econômico foi a de redução da taxa de juros básicos da economia, que no início do ano estava em 13,75% a.a. e foi reduzida em cinco cortes para 8,75% a.a. a menor taxa já registrada em nosso histórico econômico. O
CDI refletiu a redução dos juros e sua taxa em 2009 foi de 9,88%.

Após alguns trimestres de contração no PIB — sigla no
Produto Interno Bruto — o Brasil começou a apresentar leve crescimento, bastante puxado pelo consumo interno.

No cenário corporativo o ano ficou marcado por inúmeras fusões e aquisições, conhecido como segmento de M&A (na sigla em inglês - 
Merger and Acquisitions). O Banco do Brasil, que já havia incorporado a Nossa Caixa, compra agora grande participação no Banco Votorantim e se aproxima do líder Itaú-Unibanco no ranking dos maiores bancos do país em ativos (R$). Incorporando um grande concorrente, a Caixa Econômica Federal, comprou mais de 30% do capital do Banco Panamericano, um banco do grupo Silvio Santos focado em empréstimos. Além disso, duas das mais significativas incorporações foram a da Sadia e Perdigão, criando a gigante multinacional brasileira BRF Brasil Foods, enquanto do lado do varejo foi a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açucar. Vemos estes movimentos como uma consolidação de empresas fortes e representativas no mercado e que vêm com boas perspectivas de crescimento.



O mercado acionário já começou a precificar o futuro das empresas e avançou 82,66%, começando a romper as barreiras psicológicas e avançar para patamares pré-crise, em 2008, já no início deste ano novo. 2009 foi ano de problemas nas “teles” onde tivemos  como destaque os serviços da Telefónica e a nova regulamentação da Anatel sobre as TV’s por assinatura que derrubou as ações da NET.


A inflação medida pelo IPCA foi mantida sob controle e ficou colada ao centro da meta estabelecida pelo Banco Central de 4,5%, encerrou 2009 com acumulo de 4,31% . IGP-M teve forte contração, de -1,71%, bastante puxado pelos preços dos produtos importados que caíram junto com o dólar.

As perspectivas para este ano são de aumento na demanda interna, fortalecendo o crescimento da economia que deve chegar aos 5%, esforço na indústria para acompanhar a demanda, a produção industrial deve crescer 8% em 2010, na contramão da queda de mais de 7% em 2009.

Na bolsa de valores a melhora deve continuar, não com tanto folêgo, mas segundo analistas o Índice Bovespa deve alcançar os 85 mil pontos este ano, com uma valorização de aproximadamente 20%, enquanto no segmento de renda fixa a Taxa Selic deve fechar 2010 aos 11% a.a., talvez voltando a ser a mais alta do mundo.

Desejo a todos um maravilhoso ano e com muito sucesso financeiro e pessoal.

Bons investimentos a todos, qualquer dúvida nos procure.


Um abraço.

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