sábado, 29 de agosto de 2009

O que é o DI / Taxa CDI / Taxa de Juros?

Muitas vezes ouvimos falar que, para aqueles mais conservadores, existem os Fundos DI que rendem mais do que a poupança, ou pelo menos rendiam mais do que a poupança. Mas o que é a taxa DI, que em determinadas situações é mais vantajosa do que a poupança?

Para entendermos o que é a taxa DI, acredito que primeiro precisamos entender o que é a Taxa de Juros. O conceito mais tradicional de taxa de juros é que ela é o custo do dinheiro por um determinado período de tempo.

Exemplifiquemos: suponha que uma pessoa esteja precisando de dinheiro e te peça emprestado R$1.000, então vocês firmam um acordo de que ela te pagará de volta os R$1.000, somados a R$200 de juros daqui a 20 dias, ou seja, ela te pagará R$1.200. Estes R$200 reais a mais que a pessoa irá lhe pagar chamam se juros. Os juros são uma remuneração pelo dinheiro que você abriu mão durante 20 dias, considerando também que há um risco de a pessoa não devolver o empréstimo ou atrasar a devolução, podendo acarretar perda de outras oportunidades no mercado.

A taxa de juros se refere ao percentual remunerado além do valor inicialmente emprestado/aplicado. A taxa de juros neste caso pode ser calculada de forma simples dividindo-se R$200 por R$1.000, onde chegaremos ao resultado de 0,20, que é o mesmo que 20% já que 20% = 20/100 = 0,20.
Então podemos dizer que os juros deste empréstimo foram de 20% a.p. (ao período).

Fora o básico, agora chegamos ao tema deste artigo, o que é o DI ou CDI. Durante suas operações diariamente os bancos as vezes precisam de dinheiro para encerrar o caixa corretamente ou para sustentar algum resgate monetário muito alto, então o que ele faz é pegar dinheiro emprestado com outro banco por prazos curtíssimos, geralmente um dia. O dinheiro é emprestado via Certificado de Depósito Interfinanceiro. Ao final do dia é feito o cálculo de uma média entre todas as taxas negociadas no dia gerando a tão famosa Taxa CDI ou DI.

Em suma, o CDI é a média das taxas negociadas entre os bancos para empréstimos de curtíssimo prazo. Daí podemos comentar sobre os Fundos Referenciados DI, que são fundos que investem em títulos atrelados a esta taxa negociada entre os bancos.

Com a recente queda nas taxas de juros, caiu de mais de 12% a.a. (ao ano) em janeiro para cerca de 8,75% a.a. no menor patamar da história, a poupança passou a ser um bom "investimento" já que possui rentabilidade de 6% a.a. + TR (Taxa Referencial) com risco muito baixo, mas estes são assuntos para os próximos posts.

Espero que tenham gostado, caso queiram conhecer algum termo específico nos mande seu comentário que ficaremos grato em ajudá-lo.

Saiba mais em "O que é CETIP e qual sua relação com o CDI?"

Abraços.

Ler faz bem, torna o homem sábio e bem instruído.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Aprenda sobre termos do Mercado Financeiro e de Economia

Mercado de Câmbio: Ptax encerra o dia com queda de 0,76%, cotada a R$1,8425 no buyside e R$1,8433 na ponta vendedora. No mercado futuro o contrato para novembro encerrou com leve queda aos R$1,866.

Relatório Focus: Divulgado na última segunda feira pelo Banco Central, a nova projeção é de que o IPCA avance 4,37% este ano, abaixo do centro da meta estipulada pelo BC.

Taxas de Juros: Enquanto a Selic encerra o dia aos 8,65%a.a., já na BM&F o contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, DI Jan/11, registrou uma taxa de 9,54%, 0,05 p.p. abaixo do fechamento de terça-feira.

Mercado de Ações: Ibovespa tem dia com volatilidade moderada e encerra o dia aos 56.156 pontos avançando 0,73%, enquanto o S&P500 (+0,69%) termina aos 996,46. Bearmarket parece se ter se dissipado.



Em meio a este fluxo de notícias que vemos diariamente, percebemos a necessidade e a dificuldade das pessoas em interpretar tais notícias e torná-las fontes de informação aplicável a suas vidas.

Dentro do mundo financeiro há muitas dúvidas sobre o que são determinadas taxas e qual é o papel de certas instituições que estão inseridas neste mercado. Por isso estamos criando a Campanha " O Que é ...?" Nossa meta é explicar e debater esses conceitos com o nosso leitor, começando com temas mais simples para então aprofundar nosso conhecimento em assuntos mais complexos, sempre contando com a ajuda do leitor do Blog para adicionar conhecimento, sugerir possíveis tópicos e debater.


Esta semana daremos início com alguns termos muito vistos no mercado, acompanhe os novos posts para saber mais. E se houver alguma dúvida quanto a algum termo específico que queira entender avise-nos e ajudaremos a entendê-lo.


Abraços.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Relatório Econômico Julho- Internacional

Depois de alcançar o maior nível de desemprego em 25 anos, os Estados Unidos viram uma leve melhora em Julho, de 9,5% em Junho para 9,4% em Julho. Contudo, apesar da amenização ainda muitos economistas esperam ver a taxa na casa dos dois dígitos até o próximo ano, o FED (Federal Reserve – Banco Central Americano) projeta desemprego de 10% na virada do ano. Como a taxa de desemprego considera os desempregados que estão procurando emprego, a queda na taxa de desemprego pode estar refletindo a queda no número de pessoas que estão procurando emprego, excluindo-os da pesquisa.

As bolsas americanas tiveram um bom desempenho neste último mês, sendo que boa parte do rally foi gerado pelos resultados financeiros das grandes empresas foram melhores do que os projetados pelos analistas, segundo especialista os resultados acima do esperado vieram de 3 a cada 4 empresas. S&P500 avançou 7,41% enquanto o Índice Industrial Dow Jones avançou 8,58%.

As vendas no varejo americano divulgadas no último dia 14 revelam que o consumo sofreu queda inesperada em Julho (-0,1%). Consumo representa mais de 1/3 do PIB americano, daí resultando a contração dos últimos trimestres.

A avaliação de economistas sobre o pacote de estímulo criado pelo governo chinês, de US$585 bilhões, diz que seus efeitos já podem ser notados. Esta notícia veio logo em seguida do resultado do PIB no segundo trimestre, que avançou 7,9%, mais do que o esperado. Com a melhora no cenário econômico mundial o preço do barril de petróleo que chegou a cair para US$35 hoje se estabiliza fortemente acima dos US$65.

Contudo apesar da aparente melhora nos dados econômicos em todo o mundo, a situação na Europa ainda não está muito boa. O número de desempregados no Reino Unido subiu para o maior nível em 14 anos atingindo 2,44 milhões de pessoas. Segundo previsões divulgadas pelo presidente do ECB (da sigla em inglês para Banco Central Europeu), o Reino Unido deve sofrer contração de 5,5% este ano, enquanto passa por uma recessão lenta e prolongada. Recentemente foram injetados mais de €58 bilhões para impulsionar o PIB mas ainda não parece estar surtindo efeito.

Relatório Econômico Julho - Brasil

Provavelmente encerrando a tendência de queda na taxa Selic, o Copom cortou mais uma vez a taxa básica de juros da economia brasileira em 50b.p. (basis points; 10 basis points = 0,10%) mantendo-a no patamar mais baixo da história em 8,75%a.a. As previsões do mercado indicam que a taxa agora deverá ficar estável até o fim deste ano e, podendo ainda ser reduzida, deve voltar a se elevar apenas no próximo ano.
Devendo pautar seu crescimento na demanda interna, espera se que o PIB brasileiro tenha crescimento próximo de 0%, contudo o primeiro semestre não se mostrou muito bom para as vendas no varejo. Apesar de crescimento de 4,4% no volume de vendas, os destaques positivos no semestre foram para os setores de equipamentos e material para escritório/informática (+16,7%), artigos farmacêuticos, medicamentos e perfumaria (+11,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (+9,5%) . Em junho o volume de vendas teve um bom desempenho aumentando 5,6% com relação ao ano anterior. Dados divulgados pelo IBGE revelam que o desemprego no país caiu de 8,8% em maio para 8,1% em julho.
A inflação medida pelo IPCA avançou abaixo das expectativas, segundo dados da ANDIMA, 0,24% enquanto o IGPM já acumula queda de 1,66% em 2009 com a quinta queda consecutiva em Julho, -0,43%.
Também o câmbio tem ajudado no aumento da demanda interna por produtos importados. O dólar comercial atingiu menor valor desde Setembro de 2008 época da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.
Apesar dos bons resultados corporativos, uma notícia que prejudicou uma grande empresa, foi a multa recorde de R$352 milhões aplicada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na AMBEV, subisidiária da maior cervejaria do mundo. Os resultados corporativos impulsionaram a Bolsa de Valores de São Paulo em Julho, fazendo com que o principal índice avançasse 6,41%.

sábado, 30 de maio de 2009

Evento: Expo Money 2009

Após alguns dias sem novos posts, peço desculpas a nossos leitores, porém vale ressaltar que assim como muitas pessoas nós também trabalhamos, por tanto os posts às vezes podem ter um delay maior, mas procuraremos manter um ritmo agradável para uma consulta e transmissão de informções constantemente no Blog.
Venho informá-los de um evento que ocorre anualmente em algumas regiões do Brasil, chama-se Expo Money.

A Expo Money é um evento que reune pequenos e grandes investidores e principalmente aquelas pessoas que estão começando a se envolver com o Mercado de Financeiro. Já compareci dois anos seguidos no referido evento e recomendo, pois há muitas palestras com especialistas no mercado financeiro, economistas, analistas e grandes profissionais compartilhando conhecimento, além de haver sorteios de prêmios para os participantes de determinadas palestras. É também um local interessante para apliar seu network (rede de relacionamentos) profissional.
Nas palavras dos próprios organizadores, para aqueles que estão em busca de conhecimento e aperfeiçoamento:
"A Expo Money é um circuito de eventos focado na Educação Financeira e nos Investimentos para a formação de investidores individuais. O evento gratuito, que reúne palestras e exposição, é direcionado para qualquer pessoa interessada em planejar suas finanças, aprender a poupar, começar a investir, conhecer ou explorar todas as opções de investimento para fazer seu dinheiro trabalhar por você.

O objetivo é ampliar o conhecimento das pessoas sobre planejamento de finanças pessoais e da família e possibilitar a inserção do participante no mundo de investimentos. A primeira edição da Expo Money aconteceu em 2003, em São Paulo. Em 2007 foram nove edições que atraíram quase 50 mil pessoas em todo o país. Esse ano serão 11 eventos e a expectativa é que 80 mil pessoas participem do circuito."

"O evento consolidou-se como valiosa fonte de informação e contribui para a atualização e aperfeiçoamento do investidor individual, pois oferece a oportunidade de troca de experiências com visitantes, analistas, especialistas e funciona como uma excelente ferramenta de networking, aproximando o investidor do mercado".
Hoje, 30 de Maio, se encerra a exposição em Florianópolis. Os maiores eventos acontecem em São Paulo (17 e 19 de setembro) e em Brasília (12 e 13 de agosto), contudo o calendário da Expo se encerra em dezembro, para mais informações acessem o site www.expomoney.com.br.
Vale a pena conferir.
Abraços.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Aprenda: Entendendo a Crise

Um texto muito interessante (de autor até então desconhecido) foi publicado no Blog Notícias do Mundo de Negócios, tomei a licença de publicá-lo em conjunto a um video explicativo e engraçado. Quem não tiver paciência para lê-lo assista ao video, porém recomendo a leitura, pois aqueles que não entenderam muito bem a crise esta é a oportunidade.

Quero prevení-los que a qualidade da informação contida no vídeo é tão boa quanto a do texto, porém acredito que o texto seja melhor ilustrativo para aqueles que querem realmente entender.


Video Legendado. Caso não visualizem acessem o video pelo Youtube.com.br ou procurem o video com a frase "Bird and Fortune legendado".


"Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 636 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis.

Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel, preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED (Federal Reserve - Banco Central Americano) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, numa segunda feira , quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Um ano antes elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá." (Readaptado por Alex Falararo)

E o tempo disse: uma falha, talvez gerencial, que promoveu a expansão desgovernada do crédito a Pauls que não tinham condições de devolver o dinheiro. Criação de produtos de produtos de investimento, nos quais os clientes investiam sem conhecer a origem do crédito ali contido. Não isoladamente, mas conjuntamente, estas foram algumas das principais causas da crise de crédito e é essa crise de crédito mal concedido que ficou conhecida como Crise Sub-Prime. Esses e outros assuntos continuarão a ser tratados por nós.

domingo, 24 de maio de 2009

Gigante Exportadora (Parte 2): Brasil Foods e sua aprovação no Cade

Dando prosseguimento ao Caso da Brasil Foods (união da Perdigão e da Sadia) foi publicado no jornal Valor Econômico que o primo de Luiz Fernando Furlan (presidente da Sadia), Magalhães Furlan, conselheiro do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) não julgará a fusão entre as empresas.

Segundo o jornal Valor Online:

"O conselheiro Fernando de Magalhães Furlan, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), declarou-se hoje oficialmente impedido de avaliar a fusão entre Sadia e Perdigão, que criará a BRF - Brasil Foods.
O conselheiro respondeu hoje a um questionamento feito pelo Valor Online na última segunda-feira, dia 18, sobre grau de parentesco com o ex-ministro Luiz Fernando Furlan e a postura que adotaria caso se deparasse com a situação de votar a eventual fusão entre as empresas, que até então ainda não havia sido formalmente anunciada. O ex-ministro é hoje presidente do Conselho de Administração da Sadia.

Na resposta de hoje, o conselheiro esclarece que é primo-imão de Furlan, parente de 4º grau. A resposta obtida junto à assessoria de imprensa do Cade na terça-feira era de que os pais do conselheiro e do ex-ministro é que eram primos. Seja como for, pelo regimento do Cade isso não configura limitação para uma eventual participação no julgamento do caso, que prevê impedimento para relação parental de até 3º grau."

Aliás, a atitude do Conselheiro do Cade não foi nada além de sensata, pois elimina o fator de influência familiar do resultado do julgamento.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é uma autarquia federal brasileira que tem como objetivo orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico, exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo.
O CADE tem o papel de julgar sobre matéria concorrencial os processos encaminhados pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Desempenha os papéis preventivo, repressivo e educativo, dentro do mercado brasileiro.

São instituições com funções semelhantes e equivalentes àquelas do CADE, em outros países, o Federal Trade Commission (FTC) nos Estados Unidos da América, a Office of Fair Trade (OFT) no Reino Unido, a Australian Competition and Consumer Commission (ACCC) na Austrália. Esses órgãos, diferentemente do CADE, também tutelam os direitos do Consumidores. A Direção-Geral de Concorrência da Comissão Européia é responsável pela defesa da concorrência Comunitária.

Fontes: Valoronline.com.br e Wikipedia.org